Case study Governo · EmpresarialGovernment · Enterprise 5 min de leitura4 min read

CHO

Uma forma mais clara, acessível e escalável de gerir pedidos complexos, aprovações e informação confidencial numa entidade governamental do Médio Oriente.A clearer, more accessible and scalable way to manage complex requests, approvals and confidential information for a government agency in the Middle East.

ClienteClient
Entidade governamental, Médio Oriente (não divulgada)Government agency, Middle East (undisclosed)
FunçãoRole
Senior UI/UX Designer · Team LeadSenior UI/UX Designer · Team Lead
ProdutoProduct
Plataforma interna de pedidos e aprovaçõesInternal request & approval platform
ÂmbitoScope
Estratégia UX · UI · Design system · Acessibilidade · LiderançaUX strategy · UI · Design system · Accessibility · Leadership
Painel Executive Operations do CHO com estados dos pedidos, gráfico por setor e tabela de pedidos, mais o formulário Criar pedido e a janela Delegar pedidoCHO Executive Operations dashboard with request statuses, sector chart and request table, plus the Create Request form and Delegate Request dialog

Demasiado produto, dito tudo de uma vez.

A plataforma geria pedidos, aprovações, documentos confidenciais e processos administrativos para vários papéis da organização: quem cria pedidos, administradores e responsáveis seniores que os analisam, delegam e aprovam.

Com o tempo, acumulou complexidade. Formulários densos, estados pouco claros, feedback inconsistente e falhas de acessibilidade obrigavam as pessoas a perceber o sistema antes de o poderem usar. A quantidade de funcionalidades não era o problema. A forma como eram comunicadas, era.

  • 01Criar e submeter pedidos através de formulários complexos, em vários passos
  • 02Carregar e gerir documentos, alguns deles confidenciais
  • 03Acompanhar o progresso, rever, aprovar e delegar
  • 04Perceber quem fez o quê, e ver apenas o que o seu papel permite

Menos carga cognitiva. A mesma capacidade.

«Isto ficou guardado?»Cada ação confirma o que aconteceu e o que vem a seguir
Estado indicado só pela corUma linguagem de estados com texto, ícone e cor
Cada ecrã resolvido à partePadrões partilhados que todo o produto reutiliza
Antes: pedidos espalhados por emails, folhas de cálculo e chats entre requerente, responsável de setor, compliance, jurídico e financeiro. Depois: um único detalhe de pedido com fluxo passo a passo e responsáveis

Antes: emails, folhas de cálculo e chats entre equipas. Depois: um pedido com responsável, estado e próximo passo claros.

Cinco movimentos que o reformularam.

Os ecrãs usam conteúdo fictício. Os dados reais e os detalhes do cliente são confidenciais.

Fase 1 · Análise

Olhar para o sistema, não para os ecrãs.

Analisei a experiência como um conjunto de percursos ligados: criação de pedidos, gestão de pedidos, delegação e atividade, documentos e dashboards. Os mesmos problemas repetiam-se: demasiados estados para ler de relance, atualizações importantes perdidas no ruído, tabelas grandes e repetitivas, e detalhes de pedido com muitas secções de metadados.

Por baixo estavam seis problemas recorrentes: carga cognitiva elevada, feedback ambíguo, estados inconsistentes, falhas de acessibilidade, formulários complexos e jargão interno.

Pergunta-guia: o que precisa este utilizador em concreto de perceber, decidir ou fazer neste ponto do percurso?

Dashboard e detalhe de pedido existentes, anotados com os problemas: demasiados estados, atualizações perdidas no ruído, tabelas grandes e repetitivas, detalhes de pedido complexos
A experiência existente, anotada com o que atrapalhava
Fase 2 · Ciclo de vida

Mapear quem toca num pedido, e quando.

Cada pedido passa por várias equipas: requerente, responsável de setor, revisor, jurídico, financeiro e aprovação final. Mapeei o ciclo de vida de ponta a ponta para tornar explícitos os papéis, as passagens de testemunho, as mudanças de estado e os caminhos de devolução.

Os pedidos reais não seguem em linha reta. Podem ser devolvidos para mais informação em qualquer fase, delegados a outra equipa ou pessoa, ou escalados. O mapa tornou-se a base da linguagem de estados e das vistas por papel.

Decisão: desenhar para todos os caminhos que um pedido pode seguir, não só o caminho feliz.

Ciclo de vida do pedido desde o requerente, passando por responsável de setor, revisor, jurídico e financeiro até à aprovação, com caminhos de devolução e delegação e um ecrã por fase
O ciclo de vida do pedido, com caminhos de devolução e delegação e o ecrã de cada fase
Fase 3 · Criação de pedidos

Mais fácil de perceber, não só mais curto.

O fluxo em vários passos foi reestruturado em fases claras: informação, validação, revisão e submissão. Em vez de dar o mesmo peso a todos os requisitos, cada passo mostra o que é preciso agora.

Os campos relacionados estão agrupados, os obrigatórios são explícitos, a prioridade é uma escolha simples, e os termos que não puderam ser simplificados têm uma explicação contextual. Os rascunhos podem ser guardados, e cancelar nunca é ambíguo.

Princípio: reduzir a carga cognitiva sem esconder a complexidade de que o negócio precisa.

Criar pedido, passo 2 de 3: detalhes do pedido com entidade, classificação, tipo, assunto, prioridade e datas, e Guardar rascunhoJanela Delegar pedido, a escolher entre delegar um papel ou um pedido
Criar pedido por passos, e a delegação como uma janela focada
Fase 4 · Aprovação e espaço de trabalho

Contexto antes da ação.

Quem aprova não está a introduzir dados. Precisa de perceber um pedido e decidir. O detalhe do pedido responde ao que é, quem o submeteu, que documentos o sustentam, o que já aconteceu e o que muda depois de aprovar ou rejeitar. A atividade passou a ser um fluxo legível: quem, fez o quê, quando, em que contexto.

O dashboard transformou-se num espaço de trabalho operacional: números-chave de relance, notificações que mostram o que mudou e uma tabela de pedidos com estado, prazo e responsável, que se pode pesquisar e filtrar. Cada papel vê a informação e as ações que lhe dizem respeito.

Decisão: aprovar, rejeitar e delegar estão claramente separados das ações secundárias, para que uma decisão nunca seja um clique enganado.

Dashboard redesenhado e anotado: informação-chave de relance, notificações, espaço de trabalho operacional com pesquisa e filtros, experiência por papel
O dashboard redesenhado: de monitorizar a fazer
Fase 5 · Sistema e liderança

De ecrãs a padrões.

Construí uma base de UI reutilizável com as equipas de desenvolvimento e entrega, pensada para funcionar com o modelo de implementação da plataforma: formulários, tabelas, estados, notificações, janelas, interações com documentos, e estados vazios, de carregamento, de erro e de sucesso.

A acessibilidade fez parte desde o início: etiquetas claras, foco visível, contraste suficiente, validação explícita e estados que nunca dependem só da cor. Como team lead, revi o trabalho e ajudei os outros designers a usar uma linguagem comum.

A mudança para a equipa: de «como devemos desenhar este ecrã?» para «que padrão deve o produto usar sempre que este problema surge?»

Estados, feedback e foco como componentes partilhados

Uma experiência de produto coerente e escalável.

O projeto definiu uma direção de UX mais clara para uma plataforma complexa de gestão de processos, e uma base para o desenvolvimento futuro do produto.

  • 01Fluxos complexos estruturados em percursos mais claros
  • 02Estados do sistema comunicados de forma consistente
  • 03Principais problemas de acessibilidade resolvidos
  • 04Experiências de pedido e aprovação mais claras
  • 05Atividade e responsabilidade visíveis
  • 06Padrões de UI reutilizáveis em todo o produto

As métricas quantitativas e a informação que identifica o cliente não podem ser divulgadas, por restrições de confidencialidade.

A minha contribuição
Estratégia UXAnalisar fluxos de trabalho e encontrar onde reduzir a complexidade
Design de interaçãoFluxos, estados, ações e comportamentos em todo o produto
Design de UIInterfaces de alta fidelidade e uma linguagem visual consistente
Design systemComponentes reutilizáveis e padrões de interação
AcessibilidadeIdentificar e corrigir os principais problemas de acessibilidade e usabilidade
Liderança e colaboraçãoRevisões de design, mentoria, stakeholders, developers e QA de design

Aprendizagens e próximos passos

Tornar a complexidade compreensível, não simples.

  • 01
    O UX empresarial é sobretudo gerir complexidade. Raramente faltam funcionalidades. O trabalho é decidir o que as pessoas veem, quando, e com que contexto.
  • 02
    A consistência é uma funcionalidade de UX. Quando as interações se comportam de forma previsível, as pessoas gastam menos esforço a aprender a interface.
  • 03
    A acessibilidade melhora-o para todos. Hierarquia, feedback e estados de foco mais claros ajudam todos os utilizadores, não só quem tem necessidades de acessibilidade.
  • 04
    Sistemas vencem ecrãs. As soluções mais fortes foram padrões que resolviam o mesmo problema em muitos percursos.
Reduzir a carga cognitivaPreservar a capacidadeConstruir para escalar

A explorar uma ideia semelhante no seu serviço ou organização?

Seja um processo de aprovação que ninguém percebe, uma ferramenta empresarial que ficou demasiado complexa, ou um design system para juntar uma equipa, podemos começar por uma conversa.

Nuno Flórido é UX/UI Designer e Design Team Lead na S4 Digital, em Setúbal, com experiência em projetos de transformação digital nos setores público e privado a nível internacional. Trabalha com IA e métodos de user experience desde a descoberta: definir o problema a resolver e fechar uma solução de cada vez.

Too much product, said all at once.

The platform managed requests, approvals, confidential documents and administrative processes for roles across the organisation: people creating requests, administrators, and senior stakeholders reviewing, delegating and approving them.

Over time it had accumulated complexity. Dense forms, unclear statuses, inconsistent feedback and accessibility gaps meant people had to understand the system before they could use it. The amount of functionality wasn’t the problem. The way it was communicated was.

  • 01Create and submit requests through complex, multi-step forms
  • 02Upload and manage documents, some of them confidential
  • 03Follow progress, review, approve and delegate
  • 04Understand who did what, and see only what their role allows

Less cognitive load. The same capability.

“Did that save?”Every action confirms what happened and what comes next
Status told by colour aloneOne status language with label, icon and colour
Each screen solved on its ownShared patterns the whole product reuses
Before: requests scattered across emails, spreadsheets and chats between requester, sector lead, compliance, legal and finance. After: a single request detail with a step-by-step workflow and owners

Before: emails, spreadsheets and chats across teams. After: one request with clear ownership, status and next step.

Five moves that reshaped it.

Screens use placeholder content. Real data and client details are confidential.

Stage 1 · Analysis

Looking at the system, not the screens.

I analysed the experience as a set of connected journeys: request creation, request management, delegation and activity, documents, and dashboards. The same problems kept appearing: too many statuses to read at a glance, important updates lost in the noise, large repetitive tables, and request details with many sections of metadata.

Underneath sat six recurring issues: high cognitive load, ambiguous feedback, inconsistent statuses, accessibility gaps, complex forms and internal jargon.

Guiding question: what does this specific user need to understand, decide or do at this point in the journey?

Existing dashboard and request detail annotated with problems: too many statuses, updates lost in the noise, large repetitive tables, complex request details
The existing experience, annotated with what got in the way
Stage 2 · Lifecycle

Mapping who touches a request, and when.

Each request passes through several teams: requester, sector lead, reviewer, legal, finance and final approval. I mapped the end-to-end lifecycle to make roles, hand-offs, status changes and return paths explicit.

Real requests don’t move in a straight line. They can be returned for more information at any stage, delegated to another team or person, or escalated. The map became the basis for the status language and the role-based views.

Decision: design for every path a request can take, not only the happy one.

Request lifecycle from requester through sector lead, reviewer, legal and finance to approval, with return and delegation paths and a screen for each stage
The request lifecycle, with return and delegation paths and the screen for each stage
Stage 3 · Request creation

Easier to understand, not just shorter.

The multi-step flow was restructured into clear phases: information, validation, review and submission. Instead of giving every requirement equal weight, each step shows what is needed now.

Related fields are grouped, required fields are explicit, priority is a simple choice, and terms that couldn’t be simplified get a contextual explanation. Drafts can be saved, and cancelling is never ambiguous.

Principle: reduce cognitive load without hiding the complexity the business requires.

Create Request step 2 of 3: request details with entity, classification, type, subject, priority and dates, plus Save DraftDelegate Request dialog choosing between delegating a role or a request
Create request in steps, and delegation as a focused dialog
Stage 4 · Approval & workspace

Context before action.

An approver isn’t entering data. They need to understand a request and decide. The request detail answers what it is, who submitted it, which documents support it, what already happened, and what changes after approving or rejecting. Activity became a readable workflow: who, did what, when, in which context.

The dashboard turned into an operational workspace: key numbers at a glance, notifications that surface what changed, and a request table with status, due date and owner that people can search and filter. Each role sees the information and actions relevant to it.

Decision: approve, reject and delegate are clearly separated from secondary actions, so a decision is never a misclick.

Redesigned dashboard annotated: key information at a glance, notifications, operational workspace with search and filters, role-based experience
The redesigned dashboard: from monitoring to doing
Stage 5 · System & leadership

From screens to patterns.

I built a reusable UI foundation with development and delivery teams, designed to work with the platform’s implementation model: forms, tables, statuses, notifications, modals, document interactions, and empty, loading, error and success states.

Accessibility was part of it from the start: clear labels, visible focus, sufficient contrast, explicit validation, and states that never rely on colour alone. As team lead I reviewed work and helped other designers use one shared language.

The shift for the team: from “how should we design this screen?” to “what pattern should the product use whenever this problem occurs?”

Statuses, feedback and focus as shared components

A coherent, scalable product experience.

The project set a clearer UX direction for a complex process-management platform, and a foundation for future product development.

  • 01Complex workflows structured into clearer journeys
  • 02System states communicated consistently
  • 03Key accessibility issues addressed
  • 04Clearer request and approval experiences
  • 05Visible activity and ownership
  • 06Reusable UI patterns across the product

Quantitative metrics and identifiable client information can’t be disclosed because of confidentiality restrictions.

My contribution
UX strategyAnalysing workflows and finding where to reduce complexity
Interaction designFlows, states, actions and behaviours across the product
UI designHigh-fidelity interfaces and a consistent visual language
Design systemReusable components and interaction patterns
AccessibilityIdentifying and fixing key accessibility and usability issues
Leadership & collaborationDesign reviews, mentoring, stakeholders, developers and design QA

Learnings & next steps

Make complexity understandable, not simple.

  • 01
    Enterprise UX is mostly managing complexity. Rarely is functionality missing. The work is deciding what people see, when, and with how much context.
  • 02
    Consistency is a UX feature. When interactions behave predictably, people spend less effort learning the interface.
  • 03
    Accessibility improves it for everyone. Clearer hierarchy, feedback and focus states help every user, not only those with accessibility needs.
  • 04
    Systems beat screens. The strongest solutions were patterns that solved the same problem across many journeys.
Reduce cognitive loadPreserve capabilityBuild for scale

Exploring a similar idea in your service or organisation?

Whether it’s an approval process nobody understands, an enterprise tool that grew too complex, or a design system to bring a team together, we can start with a conversation.

Nuno Flórido is a UX/UI Designer and Design Team Lead at S4 Digital, based in Setúbal, with experience in digital transformation projects across the public and private sectors internationally. He works with AI and user experience methods from discovery onwards: defining the problem to solve and closing one solution at a time.